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Tag Archives: cidades

A exposição “A rua é nossa… É de todos nós!” procura reflectir a questão fundamental da partilha da rua, do que há de público, por excelência, nas cidades. As informações expõem as mazelas de 42 cidades dos cinco continentes, cruzando olhares em múltiplos medias: um espectáculo audiovisual, testemunhos, ilustrações e questionamentos, projectos de arquitectura e de urbanismo e mais de uma centena de fotografias provenientes de grandes agências da imprensa internacional e de fotógrafos cariocas.

in www.revistafator.com.br
[link] texto integral da notícia
* o texto foi alterado para português de Portugal

O congestionamento de trânsito automóvel em cidades, bairros e ruas é um factor importante quando se trata de avaliar a qualidade de vida dos lugares. Problemas associados à poluição, ao ruído são os mais comuns. O trânsito automóvel excessivo pode ser também sinónimo de um mau planeamento urbano.

Por exemplo, pode ser sintoma de que os serviços, o comércio, os equipamentos e as áreas habitacionais não estão próximas o suficiente para que os percursos possam ser feitos a pé. Esta forma de vida, dependente do automóvel, leva também a débeis relações sociais e de comunidade.

Isto pode ser dramático quando falamos de crianças que vivem em cidades. As relações estabelecidas pelas crianças em determinado momento, ajudam a moldar o seu carácter. Assim como as brincadeiras fora de casa ajudam a melhor descobrir e a compreender o mundo exterior.

Em Portugal, esta realidade é característica das nossas maiores cidades, que cresceram sem nenhum tipo de planeamento e que se estenderam para subúrbios habitacionais.

Mas grande parte do país está entregue a um cenário completamente oposto. Em muitos locais, crianças que não têm escolas nas suas aldeias nem, tão pouco nas cidades mais próximas, são obrigadas a levantarem-se cedo para apanhar o transporte escolar e regressando a casa tarde.

Planear e projectar cidades que promovam as deslocações a pé ou de bicicleta, serão também cidades que conferirão condições para uma melhor qualidade de vida urbana. Políticos e urbanistas deverão ter estas ideias como prioritárias.

O planeamento urbano, através do desenho que não assuma o automóvel como elemento central, deverá ser sustentado por verdadeiras políticas que conduzam à melhoria das vidas das populações.