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Category Archives: URBANISMO

Realiza-se na Escola Superior de Tecnologia de Castelo Branco, nos dias 23 e 24 de Abril o seminário Mobilidade em Cidades Médias e Áreas Rurais. A mobilidade constitui um importante factor de coesão e de integração sociais e de promoção da competitividade das cidades e das áreas rurais.

O desígnio de alterar os actuais padrões de mobilidade urbana, centrados no transporte individual motorizado, em favor dos modos suaves e do transporte colectivo coloca questões que se inserem na esfera do urbanismo, das políticas urbanas e sociais, do planeamento e ordenamento do território e dos transportes. A articulação e integração entre estes diversos conjuntos de políticas constitui um enorme desafio que se coloca aos modelos de governação da cidade.

Nas áreas rurais periféricas, os problemas do envelhecimento e do despovoamento humano, associados à reorganização dos equipamentos e serviços públicos e à redução da mobilidade, por via da contracção da oferta de transportes colectivos, geram situações de exclusão social a que urge dar respostas adequadas. A oferta de serviços de transporte alternativos e complementares aos transportes públicos convencionais pode constituir uma via para combater o isolamento das populações e promover uma maior inclusão social.

Associados a estas duas problemáticas territoriais surgem outros dois aspectos de particular importância no quadro da promoção de uma mobilidade eficiente com preocupações sociais, económicas e ambientais, a gestão da mobilidade e a contratualização e financiamento do sistema de transportes.

Este seminário tem por objectivo o aprofundamento do debate sobre estas problemáticas e ao mesmo tempo divulgar algumas experiências e boas práticas desenvolvidas em diversas regiões e cidades.

mais informações:
[link] site do seminário

A conferência abordará diversos temas relacionados com o Planeamento Urbano e a urgência de planear face a problemas e pressões decorrentes do funcionamento das cidades e aos desafios do desenvolvimento urbano sustentável. Estarão em análise questões como o crescimento e a desertificação das cidades, numa perspectiva económica, ambiental e social – dando ênfase aos modelos demográficos, à percepção dos espaços públicos, aos sistemas de transportes urbanos e à gestão da cidade.

O objectivo é também a apresentação de soluções eficazes para melhorar os diversos indicadores urbanísticos tal como a optimização do desempenho energético-ambiental da cidade, a atenuação do efeito da ilha de calor (Temperatura de Superfície), e o crescente papel das Tecnologias de Informação e Comunicação no Planeamento Urbano.

A conferência Planeamento Urbano – Novos Desafios realiza-se no dia 2 de Abril, a partir das 9 horas, no Auditório de Alto dos Moinhos (Estação de metropolitano Alto dos Moinhos), em Lisboa.

mais informações
[link] Lisboa e-Nova

Criar condições para que tenhamos já em 2010 cidades mais sustentáveis e inclusivas foi o tema central da reunião dos ministros dos países europeus com a do ordenamento do território e do urbanismo.

Para o efeito, deverá ser criada uma estrutura que deverá incumbida de criar mecanismos para que as autoridades administrativas locais possam desenvolver políticas e monitorizar a sua implementação.

Duas entidades foram criadas: um grupo de trabalho encarregue de desenvolver um quadro de referência com base em experiências; e um outro grupo que deverá centrar na implementação da Carta de Leipzig, sobre o desenvolvimento de cidades sustentáveis.

Marcando o arranque do Processo de Participação Pública sobre a Revitalização da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em Aveiro, a Autarquia organiza o Seminário dedicado a esta “artéria histórica que justifica um célere e sério enobrecimento”, destaca o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia. O seminário decorrerá nos dias 6 e 7 de Novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro.

Com efeito, durante um dia e meio, a Avenida Dr. Lourenço Peixinho será o tema principal de discussão onde, numa perspectiva de qualificar e contribuir para uma participação pública mais qualificada e consequente, vários especialistas que abrangem as áreas da mobilidade, urbanismo, património, mercado imobiliário, dinamização comercial e ambiente, vão apresentar as suas ideias e sugestões.

Com organização deste Seminário, o Município pretende que seja um momento aberto ao debate e à participação de residentes, comerciantes e a todos os que trabalham ou fruem da Avenida, que consiste numa via estruturante para a cidade, uma peça fundamental no puzzle de espaços que a compõem. É possível recriar o que foi em tempos o orgulho da Cidade. O convite é feito a todos.

A Avenida continua a ocupar o lugar de destaque que sempre teve na memória dos aveirenses, apesar do prestígio que se lhe associava noutros tempos, ter vindo a esmorecer ao assistir às mudanças dos últimos tempos. O espaço de exercício da cidadania dos Aveirenses que outrora esta Avenida assumia, já não corresponde às necessidades presentes.

O espaço público que dá forma à Avenida Dr. Lourenço Peixinho tem-se mostrado desajustado das necessidades do peão, cada vez mais exigente. A Avenida vê os seus edifícios serem ampliados sem o acompanhamento dos espaços indispensáveis a esse crescimento. Uma Avenida pouco apelativa tem resultado no decréscimo da quantidade e qualidade da oferta comercial. O Património Arquitectónico que subsiste não está valorizado.

Em suma, as correcções que foram aparecendo parecem não ter sido suficientes e demonstram a urgência de uma intervenção global, com vista a fazer desta artéria um espaço urbano vivo. A renovação necessária exige regras claras, para a obtenção de um conjunto harmonioso. É necessário debatê-las e estabilizá-las para evitar mais esperas. É necessário tomar opções, tendo em conta a sustentabilidade de todo o conjunto, evitar as restrições excessivas para potenciar a qualidade da solução proposta não perdendo de vista o objectivo global.

Para que as hipóteses de sucesso da intervenção saiam reforçadas é preciso mobilizar a comunidade local de forma a constituir um consenso sobre a forma como intervir. Entende-se porém, que uma participação produtiva só pode ser realizada por uma população informada. Acredita-se que a participação da população não consiste em apresentar uma estratégia previamente definida e decidida à comunidade. Participar não é sinónimo de assistir – participar significa “tomar parte em”, construir em conjunto. Para que a reabilitação não seja um processo para a comunidade, mas da comunidade, esta tem de ser parte activa em todas as fases da intervenção.

Programa do Seminário “O Futuro da Avenida Dr. Lourenço Peixinho”

O Ciclo de Conferências em Sociologia da Infância, num total de oito palestras, é uma iniciativa do Instituto de Estudos da Criança em colaboração com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. que se realizará durante o ano lectivo de 2008-2009.

Com este Ciclo de Conferências pretende-se prosseguir a tradição de apresentação, partilha e discussão de questões teóricas e metodológicas relativas à Investigação na área da Sociologia da Infância. Todas as sessões terão lugar no Auditório do Centro Multimédia da Universidade do Minho, sendo a entrada livre.

Próximos seminários:
11 de Dezembro, 2008
“Espaço Público e Gerações”

João Teixeira Lopes, Faculdade de Letras, Universidade do Porto

15 de Janeiro, 2009
“Methods and ethics of research with children about their environments”

Virginia Morrow, Instituto de Educação, Universidade de Londres – Inglaterra

12 de Fevereiro, 2009
“Radicalizaçao do processo histórico de individualização das crianças e a crise social da infância”

Rita Marchi, Santa Catarina, Brasil, Universidade Regional de Blumenau

12 de Março, 2009
“La mirada sociológica: una aproximación nueva al mundo de la infancia?”

Ivan Pascual Rodríguez, Departamento de Sociologia e Trabalho Social, Universidade de Huelva, Espanha

2 de Abril, 2009
“New challenges of Childhood Studies”
Allison James, Centro de Estudos da Infância e Juventude, Universidade de Sheffield, Inglaterra

14 de Maio, 2009
“El complejo camino de construcción de un espacio público para la participación, la actoría social y el protagonismo de la infancia y adolescencia”
Giangi Schibotto, Faculdade de Ciências da Educação, Universidade Alma Mater de Bolonha, Itália

4 de Junho, 2009
“Les lieux des enfants”

Julie Delalande, Departamento de Ciências da Educaçao, Universidade da Baixa Normandia – Caen, França

O Departamento Autónomo de Arquitectura, da Universidade do Minho, apresenta, amanhã, dia 5 de Novembro, um Seminário sobre Urbanismo Colonial.

O evento, a ter lugar no Auditório A1 do Departamento, pelas 14h30, contará com a presença de um grupo de investigadores da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa: Clara Mendes, Carlos Dias Coelho, Manuela da Fonte, Luis Carneiro, Sérgio Barreiros Proença, Sérgio Padrão Fernandes e Gilberto Duarte Carlos, envolvidos no Projecto de Investigação “Os Plano de Urbanização nas Antigas Províncias Ultramarinas, 1934-1974″, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia do Laboratório de Urbanismo, Ordenamento do Território e Paisagem, da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

Na 2ª parte do seminário, dois arquitectos – Fernão Simões de Carvalho e Francisco Castro Rodrigues, apresentam o seu testemunho sobre a sua experiência profissional nas Câmaras de Luanda e Lobito, respectivamente, durante o 3º quartel do Século XX, onde foram responsáveis pela elaboração dos planos de urbanização. Para além destes projectos, desenvolveram também uma prática profissional independente, tendo construído alguns dos mais significativos exemplos de arquitectura moderna das antigas províncias ultramarinas.

Exposição “Os Plano de Urbanização nas Antigas Províncias Ultramarinas, 1934-1974″
No mesmo dia, pelas 18h30, na sala de Exposições, o Departamento Autónomo de Arquitectura inaugura também uma exposição sobre a mesma temática que resulta do mesmo projecto de investigação “Os Plano de Urbanização nas Antigas Províncias Ultramarinas, 1934-1974”.

O material existente em Portugal e nos arquivos dos novos países não estava inventariado nem tão pouco catalogado. Muitos documentos estavam dispersos, muitas vezes eram apenas peças soltas que se encontravam em condições conducentes a uma rápida degradação. A pesquisa permitiu identificar, recolher e tratar a informação relativa a quatrocentos e cinquenta planos que, embora não corresponda à totalidade dos trabalhos realizados no período em análise, constituem certamente uma amostragem representativa e de suporte ao desenvolvimento da teoria urbanística.

O congestionamento de trânsito automóvel em cidades, bairros e ruas é um factor importante quando se trata de avaliar a qualidade de vida dos lugares. Problemas associados à poluição, ao ruído são os mais comuns. O trânsito automóvel excessivo pode ser também sinónimo de um mau planeamento urbano.

Por exemplo, pode ser sintoma de que os serviços, o comércio, os equipamentos e as áreas habitacionais não estão próximas o suficiente para que os percursos possam ser feitos a pé. Esta forma de vida, dependente do automóvel, leva também a débeis relações sociais e de comunidade.

Isto pode ser dramático quando falamos de crianças que vivem em cidades. As relações estabelecidas pelas crianças em determinado momento, ajudam a moldar o seu carácter. Assim como as brincadeiras fora de casa ajudam a melhor descobrir e a compreender o mundo exterior.

Em Portugal, esta realidade é característica das nossas maiores cidades, que cresceram sem nenhum tipo de planeamento e que se estenderam para subúrbios habitacionais.

Mas grande parte do país está entregue a um cenário completamente oposto. Em muitos locais, crianças que não têm escolas nas suas aldeias nem, tão pouco nas cidades mais próximas, são obrigadas a levantarem-se cedo para apanhar o transporte escolar e regressando a casa tarde.

Planear e projectar cidades que promovam as deslocações a pé ou de bicicleta, serão também cidades que conferirão condições para uma melhor qualidade de vida urbana. Políticos e urbanistas deverão ter estas ideias como prioritárias.

O planeamento urbano, através do desenho que não assuma o automóvel como elemento central, deverá ser sustentado por verdadeiras políticas que conduzam à melhoria das vidas das populações.

A recente discussão em torno da alteração de uso de uma parcela de terreno, no Parque da Cidade de Guimarães, é um exemplo curioso de apropriação de um espaço que, não sendo público, por pertencer a entidades particulares, é apropriado ao longo do tempo pelos utilizadores do espaço público, neste caso do parque.

O parque da cidade fica localizado do lado nascente relativamente ao centro urbano de Guimarães, numa área de 22 hectares e que resultou de um entendimento entre cinco proprietários, um dos quais a Câmara Municipal de Guimarães. O parque caracteriza-se por um espaço aberto, atravessado por vários trilhos pedestres e limitado por árvores que anteriormente serviriam para delimitar os campos agrícolas.

Desde que este espaço se tornou utilizável, depressa foi tomado pela população como um espaço de eleição para momentos de descontracção e de lazer. Automaticamente o espaço foi apropriado, ou seja foi transformado em espaço público, mesmo aquele que continuava na propriedade de privados. Os utilizadores do parque foram descobrindo os percursos e os seus locais que mais gostavam. Enfim foram criando uma relação afectiva com o espaço.

Os limites do parque, assim como a esquematização espacial que os seus utilizadores foram criando à medida que o iam tornando seu, está agora a ser baralhado, devido a uma intervenção que, pelo que diz o presidente da CMG, António Magalhães, e o vereador com a pasta do urbanismo, Júlio Mendes, já estava prevista logo desde o início da criação do parque.

O erro foi que, desde o início, os limites entre o que era público público e o que era privado não ficaram claramente definidos e este último foi apropriado naturalmente pelos utilizadores do parque da cidade. Para além disso, as manifestações mais desfavoráveis argumentam que se trata de uma “invasão” de um espaço verde o que contraria os valores ambientais e de respeito pela natureza que são agora defendidos pelos próprios poderes públicos.

Resta-me acrescentar que a intervenção que está agora a ser feita poderá, ao contrário do que mais facilmente se poderá concluir, ser benéfica para o parque, desde que o projecto de arquitectura tenha em conta a envolvente e particularmente alguns aspectos fundamentais para o funcionamento futuro do parque.

O parque da cidade sempre enfermou de dois problemas que costumam ser graves nos parques urbanos: primeiro o seu carácter marginal ao conjunto urbano e; segundo (decorrente do primeiro) a falta de segurança passiva dentro do parque. Ter habitação em permanente relação com o parque pode ser benéfico.

Quanto ao primeiro ponto é fácil perceber que o espaço do parque da cidade não é um espaço permeável ou seja, relaciona-se de forma deficiente com a envolvente, não está “cozido” com o que está à sua volta. Quem entra no parque dificilmente irá a outro lado porque o parque não permite ser atravessado. Quem entra no parque, terá invariavelmente que sair por onde entrou.

Assim, o edificado que deverá agora aparecer nos limites do parque, deverão ter a capacidade de construir aquela permeabilidade de dentro para fora e vice-versa, ou seja inverter a característica marginal que tem o parque hoje. Evidentemente o seu impacto visual deverá ser minimizado, recorrendo a materiais e volumetrias adequados. Mas este é um problema que atravessa o domínio do urbanismo e entra no da arquitectura.

No que respeita ao segundo ponto, é frequente lermos notícias de que o parque da cidade é vandalizado por diversos motivos. O parque não é seguro, principalmente à noite. Não é seguro porque ninguém está lá para o vigiar. Não só porque não terá policiamento suficiente, mas sim porque não tem uma utilização permanente. A função habitacional, que é uma função permanente, permite que o parque passe a ter uma ocupação, mesmo que as pessoas permaneçam dentro de casa, aumentando a probabilidade de os utentes do parque serem vistos, aumentando assim a segurança passiva do local – sensação de que alguém poderá estar a ver é muitas vezes suficiente para impedir actividades não desejadas nos espaços públicos, ao afastar utentes menos desejados.

Discutir o papel do arquitecto na sociedade será o proposito do debate que decorrerá amanhã, dia 3 de Outubro, na Sociedade Martins Sarmento, a propósito da passagem do Dia Mundial da Arquitectura.

Do painel de oradores farão parte: Maria Manuel Oliveira, arquitecta e docente na Universidade do Minho; Filipe Vilas Boas, também arquitecto, exercendo actualmente na Câmara Municipal de Guimarães, fazendo parte da equipa responsável pela revisão do Plano Director Municipal; Jean Pierre Porchet, arquitecto e artista plástico; e finalmente, Susana Lainho, especialista em conservação e recuperação do património.

Em cima da mesa, para debate, estarão questões relacionadas com o papel actual de intervenção na sociedade do arquitecto, assim como procurar perceber qual a sua influência como interveniente directo na configuração do espaço público.

O início do debate está marcado para as 21.30 horas, de 3 de Outubro, na sede da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães. A organização do evento é da Sociedade Martins Sarmento e do Núcleo de Arquitectos de Braga.

Fonte: www.reflexodigital.com
[blog] Sociedade Martins Sarmento

Numa altura em que surgem situações que críticas levantam discussões em torno da reabilitação urbana, torna-se urgente lançar definitivamente este tema para o centro do debate sobre a qualidade das nossas cidades.

Há medidas que as cidades se vão esvaziando de vida, principalmente à noite, assiste-se há várias décadas ao alargamento das áreas suburbanas, obrigando a consumos desnecessários de energia e de transformação desnecessária do solo, muitas vezes com outras excelentes potencialidades, nomeadamente agrícolas. Outra consequência da desertificação das nossas cidades é o abandono e degradação dos edifícios nos centros urbanos.

A Universidade Católica Portuguesa, em conjunto com a Artepura, estão a organizar já para o próximo dia 19 de Setembro, sexta-feira, uma conferência em torno deste tema, que se realizará na Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa, em Sintra.

O programa conterá várias comunicações de casos de cidades como Havana, Cidade do Panamá e o processo de reabilitação da Baixa Pombalina em Lisboa. Todas as informações, tal como o programa completo e restantes condições de participação na conferência poderão ser encontradas no site da Universidade Católica.

+ info
[site] Universidade Católica Portuguesa
[pdf] Programa da 1ª Conferência Internacional sobre Reabilitação Urbana