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Category Archives: DEMOGRAFIA

Dois dos problemas que alguns países europeus enfrentam (o aquecimento global e o envelhecimento da população) poderão ser vistos em simultâneo para a tomada de decisões.

É relativamente fácil perceber esta relação: à medida que vamos ficando mais velhos, vamos ficando também mais sensíveis às condições meteorológicas. A população idosa (com 65 ou mais anos) tem tendência para ganhar importância, de onde se conclui que será necessária uma atenção particular à relação entre estes dois problemas.

Esta conclusão surgiu a partir de um relatório à demografia do Reino Unido, onde se prevê que, em 2031, 41% da população tenha mais de 50 anos. Aí espera-se que as políticas públicas sejam direccionadas de forma mais definida para os problemas esperados com o envelhecimento da população. Essas políticas passarão por, nomeadamente, criar ambientes mais seguros e saudáveis para a população idosa.

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No âmbito do projecto “Urban Audit”, da Comissão Europeia, encontra-se disponível o relatório “State of European Cities Report – Adding value to the European Urban Audit”. Este documento reúne indicadores sobre a qualidade de vida dos cidadãos de 258 cidades dos 27 países da União Europeia. Fizeram parte deste estudo as cidades de Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Lisboa; Ponta Delgada, Porto e Setúbal.

O projecto europeu “Urban Audit” foi lançado pela Direcção-Geral da Política Regional e pelo serviço de estatística (Eurostat) da Comissão Europeia. Nele participam os serviços de estatística dos Estados-Membros, sob a coordenação do Eurostat, e consiste numa base de dados estatísticos sobre várias áreas: demografia; aspectos sociais; condições económicas; educação e formação; participação cívica; ambiente; transportes; cultura.

[site] DG Regio

[fonte] www.forumdourbanismo.info

A demografia portuguesa entrou numa nova fase. Já se sabia das tendência do envelhecimento da população, justificado pelo número de nascimentos ser cada vez menor. Pela primeira vez desde que se conhecem registos, o saldo natural da população portuguesa é negativo – ou seja, houve mais registos de óbitos do que de nascimentos. Os dados foram publicados a semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística.

A população total é apurada a partir de dois saldos: o saldo natural (bebés que nascem vivos menos as pessoas que morrem) e o saldo migratório (pessoas que imigram menos as pessoas que emigram). Ou seja, entramos numa era a que os demógrafos chamam de ciclo de crescimento natural negativo. Este resultado já se adivinhava já que as tendências mostravam que, ao longo dos últimos anos, aquela diferença era cada vez menor.

Estatisticamente sabe-se que para que haja renovação de gerações, cada mulher terá de ter 2,1 filhos. Em Portugal aquele índice situa-se nos 1,36 crianças por mulher. Esta situação, caracterizada por um esmagamento da população activa nos próximos trinta anos, obriga-nos a questionar a sustentabilidade de vários sistemas, desde logo o de segurança social.

[site] www.ine.pt