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Marcando o arranque do Processo de Participação Pública sobre a Revitalização da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em Aveiro, a Autarquia organiza o Seminário dedicado a esta “artéria histórica que justifica um célere e sério enobrecimento”, destaca o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia. O seminário decorrerá nos dias 6 e 7 de Novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro.

Com efeito, durante um dia e meio, a Avenida Dr. Lourenço Peixinho será o tema principal de discussão onde, numa perspectiva de qualificar e contribuir para uma participação pública mais qualificada e consequente, vários especialistas que abrangem as áreas da mobilidade, urbanismo, património, mercado imobiliário, dinamização comercial e ambiente, vão apresentar as suas ideias e sugestões.

Com organização deste Seminário, o Município pretende que seja um momento aberto ao debate e à participação de residentes, comerciantes e a todos os que trabalham ou fruem da Avenida, que consiste numa via estruturante para a cidade, uma peça fundamental no puzzle de espaços que a compõem. É possível recriar o que foi em tempos o orgulho da Cidade. O convite é feito a todos.

A Avenida continua a ocupar o lugar de destaque que sempre teve na memória dos aveirenses, apesar do prestígio que se lhe associava noutros tempos, ter vindo a esmorecer ao assistir às mudanças dos últimos tempos. O espaço de exercício da cidadania dos Aveirenses que outrora esta Avenida assumia, já não corresponde às necessidades presentes.

O espaço público que dá forma à Avenida Dr. Lourenço Peixinho tem-se mostrado desajustado das necessidades do peão, cada vez mais exigente. A Avenida vê os seus edifícios serem ampliados sem o acompanhamento dos espaços indispensáveis a esse crescimento. Uma Avenida pouco apelativa tem resultado no decréscimo da quantidade e qualidade da oferta comercial. O Património Arquitectónico que subsiste não está valorizado.

Em suma, as correcções que foram aparecendo parecem não ter sido suficientes e demonstram a urgência de uma intervenção global, com vista a fazer desta artéria um espaço urbano vivo. A renovação necessária exige regras claras, para a obtenção de um conjunto harmonioso. É necessário debatê-las e estabilizá-las para evitar mais esperas. É necessário tomar opções, tendo em conta a sustentabilidade de todo o conjunto, evitar as restrições excessivas para potenciar a qualidade da solução proposta não perdendo de vista o objectivo global.

Para que as hipóteses de sucesso da intervenção saiam reforçadas é preciso mobilizar a comunidade local de forma a constituir um consenso sobre a forma como intervir. Entende-se porém, que uma participação produtiva só pode ser realizada por uma população informada. Acredita-se que a participação da população não consiste em apresentar uma estratégia previamente definida e decidida à comunidade. Participar não é sinónimo de assistir – participar significa “tomar parte em”, construir em conjunto. Para que a reabilitação não seja um processo para a comunidade, mas da comunidade, esta tem de ser parte activa em todas as fases da intervenção.

Programa do Seminário “O Futuro da Avenida Dr. Lourenço Peixinho”

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