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As condições de mobilidade da população de uma região são um factor fundamental, não só para a sua qualidade de vida, mas também para a sua competitividade. Nos dias de hoje, muitas das transacções são feitas de forma virtual. A organização das empresas está a ser redesenhada tendo em conta esta nova realidade. No entanto, continua a ser fundamental garantir de boa acessibilidade e mobilidade aos factores produtivos.

A escala regional é a ideal para o planeamento e implementação de um sistema de transportes. É evidente que uma das grandes debilidades da região do Vale do Ave está na fraca qualidade de oferta de transportes.

A regionalização, por ser fundamental nos transportes mas não só, faz-se de uma forma ou de outra. O Quadrilátero Urbano (que junta Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos) é mais uma configuração de uma organização administrativa regional que urge existir. A cooperação entre o nível de governação local conduzirá a uma região mais forte.

Um dos objectivos partilhado pelos quatro municípios diz respeito precisamente à mobilidade urbana e regional. Poderá estar a iniciar-se aqui um processo de extrema importância para a região: uma rede de transportes eficiente.

O problema nestes casos é que uma solução tomada sem articulação com o nível superior (o nacional) poderá redundar num fracasso, já que é fundamental num sistema de transportes, qualquer que seja a sua dimensão, que esteja em permanente interacção com outros sistemas ou operações confinantes. Na prática, é bom saber como ir de Braga a Famalicão, mas é igualmente importante saber como ir de Guimarães até Viana do Castelo, que já fica fora do dito quadrilátero.

De qualquer forma, o passo que está a ser dado demonstra que existe uma preocupação neste domínio, mesmo que exista a fraqueza real que se estar dependente do financiamento da União Europeia – o QREN que, todos o querem mas que quase de certeza não dará para tudo.

Finalmente, a esta notícia do Quadrilátero Urbano para a área da mobilidade e dos transportes, junta-se outra: a de que a SONAE se comprometeu a reabilitar a Estação de Camionagem em Guimarães. Dificilmente aquela central servirá para prestar um serviço de qualidade, mesmo que reabilitada.

Percebe-se que se esteja a querer aproveitar as intenções de um grupo económico privado. Mas tal não deverá servir para anular a responsabilidade social que tem o sector público ao nível dos transportes. No caso de Guimarães em particular, não deveria ser motivo para deixar de procurar melhores soluções, mesmo considerando a hipótese de a central no Guimarães Shopping ser um equipamento complementar num sistema que deveria ter uma nova central de transportes em Guimarães que garantisse a intermodalidade entre autocarros, caminho-de-ferro, bicicletas, táxis, etc.

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