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É uma evidência que as preocupações ambientais estão na ordem do dia. Questões como o aquecimento global e as alterações climáticas fazem hoje parte das preocupações de uma considerável parte da população.

Estas preocupações fazem-se sentir mais rapidamente nos ambientes onde cada vez mais as pessoas vivem, ou seja nas cidades, elas próprias, como organismo primariamente comandado por acções humanas, grandes motivadores dos efeitos globais do efeito de estufa, devido à massiva quantidade de emissões de gases provocadores daquele efeito.

O ambiente urbano é por isso um dos aspectos que imediatamente carece de ser repensado, nomeadamente na forma de estar na cidade e de usar a cidade. As nossas dependências e os nossos vícios.

Na arquitectura, as preocupações em torno da construção sustentável começam a dar os primeiros passos. Alguns arquitectos e urbanistas, com por exemplo o gabinete liderado por Andrés Duany (DPZ), começam já a pensar mais além. Não basta termos casas ambientalmente sustentáveis se por outro lado continuamos altamente dependentes do automóvel, que por sua vez é utilizado para viagens diárias para o trabalho.

O “novo urbanismo” que começa a despontar nos Estados Unidos da América vai ao encontro destas ideias. Todo o espaço construído e não construído (e não só os edifícios por si) deverão ser sustentáveis do ponto de vista ambiental. E não só, por que a nossa saúde e bem-esar também agradecem.

Esta nova filosofia de organização do território assenta em aglomerados de média densidade (que evite por um lado uma dispersão desmesurada da ocupação e o seu congestionamento urbano por outro). Estes aglomerados deverão estar organizados de forma a que habitações, escritórios, lojas e equipamentos estejam próximos e acessíveis por percursos pedonais, minimizando a necessidade de utilização do automóvel. Para isso, será igualmente necessário um eficiente sistema de transportes.

Toda esta forma de pensar a organização das cidades e o seu sucesso, está dependente de uma alteração radical nos modos de vida que estão profundamente enraizados nas nossas sociedades. Portanto, a forma como procuraremos alterar esses hábitos será talvez a tarefa mais difícil.

Nota: este texto partiu da leitura do artigo intitulado “How Green Is Your Neighborhood?” publicado na revista Time.

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2 Comments

  1. Caro Paulo Dumas,
    Quero felicitá-lo pelo post e informá-lo que o publiquei no Blogue Inovação & Inclusão com a referência da fonte.
    Gostaria de acrescentar a seguinte ideia ao seu texto: A possibilidade da deslocalização do trabalho intelectual, especificamente aquele que está suportado pelas redes de comunicação, permitirá por si só descongestionar as actuais áreas metropolitanas.
    Na minha óptica, quer a grandes organizações, que podem colocar “departamentos inteiros” em regiões do interior (o atendimento a clientes é sempre um bom exemplo) como as médias empresas que podem contratar pequenas infraestruturas locais (como centros de trabalho partilhados), poderão optimizar custos de produção e reduzir significativamente as emissões de CO2 através da optimização da utilização da viatura por parte dos seus colaboradores.

    Um assunto que continuaremos a discutir.

  2. Caro Frederico Lucas, muito obrigado pelo comentário e pelo contributo.


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