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Da mesma forma que por vezes nos esquecemos dos aspectos mais básicos que suportam a nossa existência como indivíduos, também nos vamos esquecendo do que alimenta e qual o sentido primordial das coisas mais elementares no meio que nos rodeia.

Por várias vezes escrevi que as cidades fazem sentido se tiverem gente dentro. Gente que comunica entre si, que troca, que discute e que se apaixona. A cidade é um organismo. Um sistema, alimentado por estes inputs que, quanto mais consistentes forem, melhor será a nossa qualidade de vida como comunidade.

As crianças precisam de saber o que é e como funciona a cidade. E a cidade por sua vez precisa das crianças para ter mais vida e, seguramente mais alegria. As crianças precisam de se habituar e precisam de criar defesas na cidade. Caso contrário, com maiores dificuldades irão percebê-las mais tarde. A cidade, por sua vez, precisa de ser planeada e desenhada tendo em conta as necessidades e as limitações dos miúdos e, talvez mais importante, a forma comos os circuitos típicos dos adultos se cruzam com os dos mais novos.

Todos estes aspectos sustentam o facto de não ser a favor da segregação das crianças em centros escolares, fora dos centros urbanos. E não é só por gostar de ouvir a festa que fazem quando atravessam as vilas e as cidades quando regressam a casa…

Marina Tavares Rodrigues publicou mais um volume da colecção Lisboa Desaparecida (Edições Quimera). O nono. Desta vez não se trata de recuperar fotografias de edifícios que desapareceram da cidade. Este volume procura os sítios de onde as pessoas desapareceram, ou então sítios que se apagaram do desenho mental dos habitantes da cidade.

“As pessoas vivem numa cápsula. Saem da cápsula casa, entram na cápsula elevador, saem da cápsula garagem e entram na cápsula automóvel e voltam a sair na cápsula escola. Ao fim-de-semana vão para a cápsula centro comercial. Os mais velhos separam os filhos da cidade onde moram. Não se assimila que a cidade é uma mais-valia que todos temos” – disse Marina Tavares Dias à revista Visão.

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